um novo prazer: cerveja

 

Desde meus primeiros passos no universo alcoólico entendi que a vodka seria minha companheira de jornada, balada, bares e reuniões sociais. E foi assim até meus 28.

Confesso que de vez em quando traia essa minha querida companheira por algumas tacinhas de vinho, uns goles de jurubeba no carnaval, mas sempre voltava com amor no coração e quase pedindo perdão. Já tinha provado cerveja algumas vezes, mas sempre acompanhada de uma careta nada chique e acompanhada de um “que coisa horrível! nunca vou beber isso na minha vida”. Mas como diria o saudoso Rau Seixas “prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela vela opinião formada sobre tudo”. Ou como eu mesma diria: já que a grana ta curta, vamos dar uma chance pra essa tal de cerveja. E foi assim, num boteco, numa esquina qualquer de um dia qualquer de carnaval que me rendi ao charme de ser uma cervejeira. O sol estava lá, as mesas fora do bar, aquele clima de alegria tão tipicamente carnavalesca que me pareceu ser o certo a fazer. Cenário, figurino, clima…tudo favoreceu para que o amor acontecesse e lá estava eu tomando umas brejas sem fazer careta e saboreando cada gole. Como diria o ditado popular contemporaneo: a ocasião faz o bêbado.

 

Anúncios